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Domingo, Janeiro 29, 2006
Que o dilúvio de sexta-feira trouxe muitos estragos ao Rio de Janeiro, é sabido.
Não muito depois disso, eu, teimoso, resolvi sair atrás da bebida nossa de cada dia e vi o insólito.
Na Glória, 3 obesos policiais (o que é quase uma redundância), num esforço hercúleo, empurrando uma patrulha.
A chuva não anda poupando ninguém..
posted by J.Daniels
3:47 PM
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Terça-feira, Janeiro 24, 2006
Galera, vou contar hoje minha primeira grande aventura no Mentiras Insinceras.
Essa história é 100% verídica (os acontecimentos já são tão insólitos por si só, que não caberia aumentar nada aqui).
Aconteceu comigo em meados de novembro do ano passado.
Como o texto ficou muito grande, dividi em 5 mini posts, que já vão na seqüência narrativa. É só ir descendo...
Algum tempo antes, Magro havia me convencido a tentar um concurso para advogado em Japeri. Chegou o dia, peguei o carro e, após uma curta viagem (estava quase em São Paulo, mas enfim...), cheguei naquela aprazível cidade.
Os locais, assustados. Deve ter sido o maior movimento no lugar em anos. Enfim...
Saiu o gabarito, eu tinha acertado 80% da prova e, animado, pelo bom desempenho, resolvi recorrer de algumas questões.
Disposto a poupar dinheiro e gasolina, resolvi voltar a cidade para interpor o tal recurso de trem. Paz e sossego por menos de dois reais.
E aí começa a história...
Mapa da Supervia - Japeri é loooonge...
posted by J.Daniels
5:54 PM
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Antes de tudo, é bom explicar como funciona a fauna (e, por que não?, a flora) da Supervia. O trem volta e meia atrasa, a informação ou inexiste ou é errada... Sempre tem umas surpresinhas para dar mais ahhh... molho à viagem, sobretudo para quem não tem o hábito.
Explico ainda que quando eu morava em Ramos, volta e meia eu ia de trem para a faculdade. O que era muito fácil, pois a faculdade ficava na Central, o único destino realmente tranqüilo de se chegar.
Já Japeri... Ah, Japeri é difícil você pegar trem direto, além de ser a linha menos nobre do trem. Não que as outras linhas cheguem a ser fabulosas. É que o Ramal Japeri beira a indigência (talvez para combinar com a cidade, mas depois a gente chega lá...).
Como moro perto de São Cristóvão, foi lá que eu peguei o primeiro trem.
Primeiro problema. Eles só informam os destinos exatos dos trens na Central, que é a primeira estação.
Fui graças ao achismo e aos palpites de uma simpática e obesa senhora, num Deodoro parador (o ramal cata-cata da Supervia).
Chegando em Engenho de Dentro, escapando do para-para, parti para minha baldeação. Entrei no rumo certo e achei que agora ia (o Japeri não para em todas as estações, até porque se parasse a viagem ia durar umas quatro horas...).
Muito tempo depois, o trem encheu, esvaziou... Chego em Queimados e descubro que o monstro, embora diga Japeri, não chega no suposto destino final. Mais uma bela espera e finalmente parte a composição Japeri-Queimados (a Transiberiana não pode ser pior).
O mato do lado dos trilhos vai aumentando. A miséria, que já não era pouca, idem. Tudo isso, fantástico, em pleno Grande Rio.
posted by J.Daniels
5:53 PM
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Chegando em Japeri, salto, já preocupado (a Câmara Municipal fechava às 17hs, eu saíra de casa antes das 14, numa viagem que supostamente levaria uma hora e meia e já passavam de 16:20).
Antes, como não sou tão louco assim, havia ligado. E a senhora da Câmara, sempre simpática e prestativa, foi clara. A Câmara Municipal de Japeri fica do lado da estação de trem. Salta, vira a direita e pronto.
Saltei, virei a direita e, imaginem... Vi um maravilhoso pasto.
Resolvi me informar entre os populares que, sem muito entusiasmo (desconfio que não fui o primeiro pato a cair nessa), me informaram.
A Câmara de Japeri realmente fica ao lado da estação. Só que não é da estação de Japeri. É em Comendador Soares, a estação anterior. Como que eu não tinha pensado nisso antes?
O trem de volta ia demorar a partir. Eram 16:30, tinha meia hora para caçar qualquer meio de transporte e chegar ao meu destino.
Agora muito bem informado, parei numa rua de terra (era o centro de Japeri), onde passava o ônibus que me levaria. No desespero, cheguei até a especular superar meu jeito mais... ah... ponderado de ser e ir de táxi.
Só que em Japeri não tem táxi. Aliás, Japeri não tem nada, só o Campo de golfe (calma que eu chego lá)...
posted by J.Daniels
5:52 PM
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Pego o tal ônibus, ando cem metros e nosso fabuloso motorista me salta numa mercearia (ou qualquer pocilga equivalente).
O tempo passando e observo o infeliz calmamente fazendo algo, acredito que conferindo os resultados do bicho.
Ele volta e nossa célere "road-history" prossegue.
Prossegue, mas não muito.
Menos de cinco minutos depois, um casal ensaia saltar do ônibus. O cidadão desce. A mulher hesita. Ela fala então, numa voz meio trôpega (desconfio que ela tivesse feito uso de alguma substância alcóolica de baixa qualidade...)
-Ô Nestor, não é aqui não... Volta!
O homem via, esbraveja, gesticulava, só não voltava.
E Dona Madame permanecia ali. Repetindo a maldita frase "Ô Nestor..."
Foram uns 3, 4 minutos de suplício. O relógio teimava em correr. E eu cogitava de forma cada vez mais plena me levantar dar um chute no traseiro da tal mulher para que todos nós pudéssemos seguir nossos rumos.
Mas se os locais foram complacentes com o motorista, isso não se repetiu dessa vez.
O nosso eficiente piloto, aliás, era o primeiro a puxar os gritos de "O dona, a gente tem que seguir!".
Após muito pensar (e vendo que, se minhas ameaças quanto a um belo bico no traseiro eram mero delírio, as do motorista não o seriam), a mulher resolveu saltar.
Prosseguimos, passando então pelo tal Campo de Golfe.
Parece inacreditável. E é mesmo. Japeri é das cidades mais miseráveis do estado, não tem nada.
Mas tem um campo de golfe em excelente estado, que é centro de referência.
Campo, não é difícil imaginar, o mais longe possível de Japeri e Engenheiro Pedreira (que na verdade é um distrito do município), até como forma de manter a ralé local o mais longe possível.
Saltei do ônibus enfim, eram 16:57. Corri mais um pouco por aqueles belos caminhos e, vitória!, um minuto antes do prazo fatal, consegui chegar lá.
Passado o sufoco, resolvi dar uma olhada no lugar. Afinal, passando no tal concurso, ia trabalhar nos arredores.
Após ver tudo de bom e bonito que a cidade oferecia, eram mais ou menos umas 17:10 quando eu estava de volta à estação esperando a volta.
No fim das contas meus recursos não funcionaram muito bem (passei de 32 pontos - em 40- para 33). Terminei entre os dez primeiros, mas num concurso de uma vaga, com chances ridículas de ser chamado.
Talvez isso não tenha sido tão ruim assim...
posted by J.Daniels
5:52 PM
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Para terminar e ilustrar a história, duas faixas que eu vi no caminho que, penso eu, ilustram bem o espírito Japeriense.
Bem no centro comercial, havia uma dedetizadora. O nome era o de alguém, talvez "Dedetizadora do Zé" (ou qualquer coisa muito parecida).
A faixa pendura na porta dizia - "A Dedetizadora do Zé agradece a todos os seus clientes e deseja a todos um Feliz Dia dos Pais". Era final de novembro, início de dezembro!
Se é que esse dia dos pais era 2005 mesmo...
A outra, não foi em Japeri, vi numa das muitas paradas em uma estação de trem. Mas se não foi em Japeri, bem poderia ter sido.
Era um cabeleireiro, alguma coisa Cota. Estava na faixa "Pedro (Pedro é novamente supondo) Cota", sendo que o "a" de Cota era maior, ia até embaixo, imitando um Torre Eiffel torta.
"Pedro Cota
Cabelereiro formado em Paris
Grande promoção!!!
Máquina um por R$3,00 e concorra ao
sorteio de uma moto dia 05/12/05"
...Não seria formado na Praça Paris?
posted by J.Daniels
5:50 PM
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Domingo, Janeiro 22, 2006
Sábado:
A missão - Churrasco com o Dudu Nobre.
Após exaustiva análise etílica, constatamos que a Skol não ia demorar a acabar, restando apenas aquelas cervejas baixa renda de toda festa.
Estudei com carinho as possibilidade da casa, e resolvi armazenar meu estoque de segurança dentro do saco de gelo (era um isopor, com muito gelo, mas havia aindo o saco com gelo, onde ninguém normal procuraria cerveja).
Uma hora depois, o pessoal já tinha baixado de nível, enquanto começavamos a beber satisfeitos nossa "reserva de mercado". Nisso, chegam quatro retardatários, cada um com uma caixa de doze latinhas de Skol.
Tanto esforço pra quê?
posted by J.Daniels
9:29 PM
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Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
Da série: quando o sujeito é chato...
Estava eu nessa quarta-feira, no sossego do lar, quando me toca o telefone. Era, adivinhem só, um dos meus amigos inconvenientes (cujo nome não vou revelar, para manter a privacidade - mas, para quem ainda assim acertar o autor, vale uma aula grátis na escola dos magos).
O cidadão me ligou com único intuito de saber quanto estava o jogo do Fluminense. Não disse oi, nem boa noite, apenas "Sabe quanto tá o jogo do Flu?".
Como um bom samaritano (leia-se, um grande otário), abri internet e vi lá. Intervalo de jogo, 4 a 0.
Acreditam que o infeliz teve a coragem de pedir para mandar um torpedo de 5 em 5 minutos informando como estava o jogo no segundo tempo?
Cada um carrega a mala de acordo com o peso merecido...
posted by J.Daniels
6:13 PM
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Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
Bem, iniciado (ainda que a meia boca) o blog, está na hora de começar a dar um rumo para essa casa.
Confesso que fiquei surpreso pelo bom número de comentários aos meus textos iniciais. Sei que é só empolgação inicial, semana que vem já estarei esquecido... Mas não deixa de ser curioso o bom número de curiosos, ainda mais após a falência do Mesadobar, onde hoje só os escritores decadentes comentam uns nos posts dos outros.
Quando comecei a escrever em blog, parti numa linha ácida, sem tolerância, criticando a tudo e todos. O formato era bem divertido, mas acho que cansou com o tempo. Passei a pontuar com textos mais sérios, com alguns ensaios sobre relacionamentos, elogiados até.
Findado meu então namoro, passei a um sem número de textos melancólicos, e meus textos viraram uns boleros, para não dizer coisa pior.
Agora, ano novo, blog novo, relações novas, cheio de antigas idéias e novos ideais, é hora de assumir uma nova linha para a casa.
Pretendo voltar aos velhos textos escrachados. Contando as exóticas histórias dos meus estranhos amigos e as estranhas histórias da minha exótica pessoa.
Como a casa agora é 100% J.Daniels, faço o que quiser. Uma história mais séria de quando em vez. Quadrinhos, como aí abaixo (enquanto fingo que trabalho). Porque afinal, como está no topo do blog, deixei espaço para um "Anuncie aqui". Espero que um dia venha a ser pago pelas pessoas para escrever tanta bobagem.
E está inaugurada oficialmente o Mentiras Insinceras (o nome é meio cretino, mas foi o primeiro que pensei e deu preguiça de inventar outra coisa...). Estejam todos a vontade e acostumem-se com posts em horários exóticos.
posted by J.Daniels
3:04 AM
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Terça-feira, Janeiro 17, 2006
Queridos, enquanto inspiração não vem, tirinha do Calvin para o blog não parar.

posted by J.Daniels
5:33 PM
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Sábado, Janeiro 14, 2006
Para que serve realizar o sonho do blog própio se, passada uma semana, a inspiração não aparece?
Sou quase um Barton Fink!
posted by J.Daniels
5:45 AM
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Terça-feira, Janeiro 10, 2006
Enquanto a inspiração não vem para meu primeiro texto a valer no sonho da casa própria...
Recebi essa semana uma interessante e muita curiosa homenagem do meu querido amigo e foragido em Pernambuco, Art Chrispin. No referido texto, ele fala sobre ahh..., bem, vamos dizer... Vamos dizer que ele fala sobre excêntricos hábitos etílicos meus num passado não tão remoto.
É um texto curto (meus preguiçosos leitores, caso por ventura já existam, sei que a preguiça sempre impera mesmo, não vão se cansar), e bastante agradável.
Tem link aí do lado, são os Sem contos sem valor. Para quem se enrola com tudo, só clicar em Sem contos que nada valem .
Boa leitura...
...e bom copo.
posted by J.Daniels
2:55 AM
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Testando nova configuração.
By Mari...
posted by J.Daniels
1:12 AM
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Domingo, Janeiro 08, 2006
Galera, uma das muitas leis de Murphy diz que nada é tão provisório quanto uma medida permanente e nada é tão permanente quanto um quadro provisório.
Apesar disso, o quadro de fotos tortas e mambembes será ainda alterado. Faltam tantos amigos, sobretudo Arthur e Quevedo, meus maiores incentivadores a começar a escrever. Além claro de tanta gente da antiga, quanto meus amigos mais novos.
Harry Potter, Meu Deus? Nem foto do responsável pelas melhores histórias temos.
Com o tempo a casa vai se ajustando aos novos tempos.
posted by J.Daniels
3:07 PM
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Sexta-feira, Janeiro 06, 2006
Queridos...
Isso é só um post de estréia teste.
A cor está bizarra, eu sei. Mas o novo blog vai se ajeitar aos poucos.
Aguardem...
(e aceitamos sugestões)
posted by J.Daniels
3:01 AM
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novo
posted by J.Daniels
3:00 AM
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